É pessoal, parece que vamos ter que aprender a escrever novamente ... para complicar um pouquinho nossa vida, algumas regras gramaticais não vão escapar das modificações. Especialmente aos meus amigos da área de comunicação, seguem as mudanças que ocorrerão em nossa língua a partir de janeiro de 2009:
O alfabeto agora é formado por 26 letras – foram incluídas K, W e Y;
Não existe mais o trema, apenas em casos de nomes próprios ex: Müller;
Ditongos abertos (ei, oi) não são mais acentuados em palavras paroxítonas – assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, jiboia, apoio, heroico, paranoico;
Obs: nos ditongos abertos (eu) o acento continua – chapéu, véu, céu, ilhéu.
Obs2: nos ditongos abertos de oxítonas e monossílabas o acento continua – herói, constrói, anéis, papéis, dói.
Os hiatos “oo” e “ee” não são mais acentuados – enjoo, voo, leem, veem, perdoo, abençoo, creem;
Não existe mais acento diferencial em palavras homógrafas – para (verbo), pelo (substantivo), pera (substantivo);
Obs: o acento permanece somente no verbo poder – pôde, pôr;
Não se acentua mais a letra “u” quando rizotônicas, quando precedido de “g” ou “q” - apazigue, averigue, enxague, oblique;
Não se acentuam mais “i” e “u” tônicos em paroxítonas quando precedidos de ditongo – baiuca, cheiinho, saiinha, feiura;
O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos terminados em vogal + palavras iniciadas por “r” ou “s” sendo que essas devem ser dobradas – antessala, antissocial, antirrugas, ultrassonografia, extrasseco, suprarrenal, autorregulamentação;
Obs: em prefixos terminados por “r” permanece o hífen quando a palavra seguinte começar pela mesma letra – hiper-realista, inter-racial, inter-relação, super-resistente.
O hífen não é mais utilizado em prefixos terminados em vogal + palavras iniciadas com outra vogal – autoafirmação, autoajuda, autoescola, autoestrada, semiautomático, semiaberto, extraescolar, extraoficial, contraindicação;
O hífen não é mais utilizado em compostos – mandachuva, paraquedas, paralama, parabrisa;
Obs: O uso do hífen continua nos compostos que não contêm elemento de ligação e constituem unidades semânticas, zoológicas e botânicas – ano-luz, azul-escuro, segunda-feira, guarda-chuva, conta-gotas, erva-doce, couve-flor, bem-te-vi, tenente-coronel, médico-cirurgião.
O hífen é utilizado quando o prefixo é terminado em vogal e a palavra seguinte é iniciada pela mesma vogal – anti-inflamatório, micro-ônibus, micro-ondas, micro-orgânico, anti-inflacionário;
Obs: Prefixo “co” jamais utiliza hífen – coexistente.
O uso do hífen permanece nos prefixos “ex”, “vice” e “soto” - ex-marido, vice-presidente, soto-mestre;
O uso do hífen permanece em palavras com prefixos “circum” e “pan” quando a palavra seguinte inicia-se em vogal, “m” ou “n” - circum-navegação, pan-americano;
O uso do hífen permanece em palavras de prefixos “pré”, “pró” e “pós” quando a palavra seguinte tem significado próprio – pré-natal, pós-graduação;
O uso do hífen permanece em palavras formadas com “além”, “aquém”, “recém” e “sem” - além-mar, recém-nascido, recém-casado, sem-teto;
Não existe mais hífen em locuções de qualquer tipo (verbais, substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais) – cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de;
Obs: Exceções – água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.
Fonte: Marília Mendes e Beatriz Fonseca