terça-feira, 30 de setembro de 2008

Reforma Ortográfica

É pessoal, parece que vamos ter que aprender a escrever novamente ... para complicar um pouquinho nossa vida, algumas regras gramaticais não vão escapar das modificações. Especialmente aos meus amigos da área de comunicação, seguem as mudanças que ocorrerão em nossa língua a partir de janeiro de 2009:

O alfabeto agora é formado por 26 letras – foram incluídas K, W e Y;
Não existe mais o trema, apenas em casos de nomes próprios ex: Müller;
Ditongos abertos (ei, oi) não são mais acentuados em palavras paroxítonas – assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, jiboia, apoio, heroico, paranoico;
Obs: nos ditongos abertos (eu) o acento continua – chapéu, véu, céu, ilhéu.
Obs2: nos ditongos abertos de oxítonas e monossílabas o acento continua – herói, constrói, anéis, papéis, dói.
Os hiatos “oo” e “ee” não são mais acentuados – enjoo, voo, leem, veem, perdoo, abençoo, creem;
Não existe mais acento diferencial em palavras homógrafas – para (verbo), pelo (substantivo), pera (substantivo);
Obs: o acento permanece somente no verbo poder – pôde, pôr;
Não se acentua mais a letra “u” quando rizotônicas, quando precedido de “g” ou “q” - apazigue, averigue, enxague, oblique;
Não se acentuam mais “i” e “u” tônicos em paroxítonas quando precedidos de ditongo – baiuca, cheiinho, saiinha, feiura;
O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos terminados em vogal + palavras iniciadas por “r” ou “s” sendo que essas devem ser dobradas – antessala, antissocial, antirrugas, ultrassonografia, extrasseco, suprarrenal, autorregulamentação;
Obs: em prefixos terminados por “r” permanece o hífen quando a palavra seguinte começar pela mesma letra – hiper-realista, inter-racial, inter-relação, super-resistente.
O hífen não é mais utilizado em prefixos terminados em vogal + palavras iniciadas com outra vogal – autoafirmação, autoajuda, autoescola, autoestrada, semiautomático, semiaberto, extraescolar, extraoficial, contraindicação;
O hífen não é mais utilizado em compostos – mandachuva, paraquedas, paralama, parabrisa;
Obs: O uso do hífen continua nos compostos que não contêm elemento de ligação e constituem unidades semânticas, zoológicas e botânicas – ano-luz, azul-escuro, segunda-feira, guarda-chuva, conta-gotas, erva-doce, couve-flor, bem-te-vi, tenente-coronel, médico-cirurgião.
O hífen é utilizado quando o prefixo é terminado em vogal e a palavra seguinte é iniciada pela mesma vogal – anti-inflamatório, micro-ônibus, micro-ondas, micro-orgânico, anti-inflacionário;
Obs: Prefixo “co” jamais utiliza hífen – coexistente.
O uso do hífen permanece nos prefixos “ex”, “vice” e “soto” - ex-marido, vice-presidente, soto-mestre;
O uso do hífen permanece em palavras com prefixos “circum” e “pan” quando a palavra seguinte inicia-se em vogal, “m” ou “n” - circum-navegação, pan-americano;
O uso do hífen permanece em palavras de prefixos “pré”, “pró” e “pós” quando a palavra seguinte tem significado próprio – pré-natal, pós-graduação;
O uso do hífen permanece em palavras formadas com “além”, “aquém”, “recém” e “sem” - além-mar, recém-nascido, recém-casado, sem-teto;
Não existe mais hífen em locuções de qualquer tipo (verbais, substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais) – cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de;
Obs: Exceções – água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.

Fonte: Marília Mendes e Beatriz Fonseca

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Biocombustíveis podem garantir auto-suficiência energética ao Brasil

Utilização de energias renováveis é sinônimo de vantagens econômicas e ambientais frente aos países desenvolvidos
Priscila Pavoni
Nos últimos meses o Brasil tornou-se o palco principal das discussões que envolvem a produção dos biocombustíveis. O tema interessa especialmente aos ambientalistas, que acreditam em sua utilização como forma de garantir a sustentabilidade do país e aos economistas e políticos, seguros de que os investimentos na produção levarão o Brasil rumo ao desenvolvimento sólido.
Segundo informações do Pólo Nacional de Biocombustíveis – ESALQ/USP, os biocombustíveis são energias renováveis, derivados de produtos agrícolas como a cana-de-açúcar, plantas oleaginosas, biomassa florestal e outras fontes de matéria orgânica. Podem ser usados isoladamente, mas na maioria das vezes, são adicionados aos combustíveis convencionais. São exemplos, o biodiesel, o etanol, o metanol, o metano e o carvão vegetal.
O processo mais comum de produção do biodiesel se faz através da reação de óleo vegetal ou gordura animal com um álcool. A primeira patente do biodiesel no mundo, foi registrada em 1980 por um professor da Universidade Federal do Ceará, mas o governo brasileiro somente lançou oficialmente o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel em dezembro de 2004. No início de 2008, a adição de 2% de biodiesel ao óleo diesel convencional passou a ser obrigatória e, a partir de 2013, a adição passará a ser de 5%.
O uso do biodiesel traz diversos benefícios para o meio ambiente, entre eles, redução dos gases do efeito estufa e de outros poluentes atmosféricos e redução do consumo de combustíveis fósseis (não-renováveis). Em seu processo de fabricação, são gerados resíduos e subprodutos industriais líquidos e sólidos que podem ser reutilizados pelas indústrias químicas, de alimentos e até para a nutrição animal, porém, ainda são necessários investimentos em pesquisas para viabilizar economicamente a produção do biodiesel.
O Brasil, segundo pesquisa realizada pela agrônoma Thereza Christina Pippa Rochelle, é reconhecido mundialmente pelo pioneirismo na introdução do etanol em sua matriz energética. Em 1975 foi lançado o Programa Nacional do Álcool (Proálcool) e mais tarde surgiram os primeiros veículos biocombustíveis. Dados da ANFAVEA revelam que as vendas desses veículos já representavam 53% em 2005.
Se considerarmos a elevação dos preços do petróleo no mercado internacional e a incerteza da oferta dos combustíveis fósseis, os biocombustíveis serão responsáveis, em um futuro próximo, por suprir a demanda mundial. Nos últimos anos, é notável o aumento da produção de cana-de-açúcar para atender às necessidades internas do Brasil e também às exportações.
A biomassa é mais uma parte integrante na produção dos biocombustíveis. O bacharelando em química da Universidade de Guarulhos, Wendel Martins da Silva, define a biomassa como uma fonte de energia limpa e renovável, disponível em grande abundância e derivada de materiais orgânicos. Segundo ele, todos os organismos existentes capazes de realizar fotossíntese, ou derivados deles, podem ser utilizados como biomassa. São exemplos, a cana-de-açúcar, restos de madeira, estrume de gado, óleo vegetal e até mesmo lixo urbano.
Muito está sendo feito para possibilitar uma extração de energia cada vez maior da biomassa, já que ela reduz primeiramente a quantidade de lixo existente no planeta por utilizá-lo como matéria-prima e ainda diminui a dependência dos países na necessidade de adquirir petróleo. Além disso, o custo para implantação e manutenção do processo é muito baixo e os resíduos emitidos na queima não interferem no efeito estufa.
A viabilidade da produção dos biocombustíveis aliada aos benefícios proporcionados ao meio ambiente, configuram uma situação favorável ao Brasil. A adoção de uma posição séria por parte do governo, baseada em investimentos e pesquisas no setor, pode fazer dos biocombustíveis, o principal passo para conquistarmos autonomia energética, crescimento e estabilidade econômica.

Brasil busca posição de destaque em cenário internacional de biocombustíveis

Conhecimentos expressivos na área energética configuram base sólida para atuação mundial do país
Priscila Pavoni
Preocupados com as mudanças estruturais que ocorrem invariavelmente no planeta e com a possibilidade de escassez dos combustíveis fósseis, principalmente em potências que mantém grande parte de sua economia soberana graças ao petróleo, diversos países têm buscado aprimorar seus conhecimentos e colocar em prática a produção dos biocombustíveis para suprir suas demandas internas e evitar a diminuição de seus lucros com o comércio exterior.
Na atual conjuntura, sem dúvida podemos afirmar que o Brasil encontra-se em posição privilegiada, dadas as pesquisas desenvolvidas há algumas décadas e seu pioneirismo e experiência nos processos de produção e utilização das energias renováveis em território nacional. È certo que a capacidade mundial instalada de extração de petróleo não atende à necessidade global de energia. A partir desta contestação está imposta a corrida por novas fontes de energia e a adequação das políticas públicas energéticas à nova realidade.
O Brasil detêm grande conhecimento acumulado na área dos biocombustíveis, especialmente se nos referirmos ao uso de etanol da cana-de-açúcar como combustível. Segunda dados do Ministério das Relações Exteriores, nosso país reúne condições ideais para se tornar um grande produtor de biodiesel, pois possui extensas áreas agricultáveis com solo e clima favoráveis ao plantio de oleoginosas. Permanecem ainda como únicos obstáculos para o uso dos biocombustíveis, desafios tecnológicos e econômicos que precisam ser superados.
Do ponto de vista ambiental, todo o esforço para a utilização das energias renováveis é satisfatório e justificável. O Ministério das Relações Exteriores divulgou que só no Brasil, o uso do etanol no período de 1970 a 2005, significou a não emissão de 644 milhões de toneladas de CO2. Os dados comprovam que o país é protagonista no processo de transformação dos biocombustíveis em commodities energéticas mundiais.
Do Brasil para o mundo
A estratégia global do Brasil é baseada em diversas ações estruturadas. O país defende a adoção de padrões e normas técnicas internacionais que foquem a criação de um mercado mundial de biocombustíveis. O objetivo principal é estimular estudos científicos e inovações tecnológicas que promovam a sustentabilidade dos países através da utilização das energias renováveis.
O governo também busca incessantemente a integração energética na América do Sul, para fortalecer a economia regional e proporcionar riqueza e desenvolvimento de maneira sustentável a todos os países envolvidos. Além disso, as iniciativas ainda abrangem incentivos acadêmicos para possibilitar trocas de experiências com todos os países que estejam implantando os processos de produção dos biocombustíveis. Foram assinados memorandos com Paraguai, Uruguai, Chile, Equador, Itália e EUA como forma de promover a cooperação mútua para o desenvolvimento energético mundial.
O Programa Brasileiro de Certificações em Biocombustíveis, instaurado pelo INMETRO é uma importante contribuição para a superação de possíveis barreiras internacionais ao biocombustível brasileiro, já que representa uma forma de atestar com credibilidade que o processo de produção brasileiro segue requisitos estabelecidos em normas e regulamentos.
Critérios técnicos visam garantir a qualidade do produto final e explicitam os impactos socioambientais do processo de produção. Os princípios e indicadores dessa produção ainda devem ser amplamente discutidos no mundo todo, por isso é de extrema importância que o Brasil saia na frente no que tange à organização das regras e diretrizes que definirão o futuro das fontes de energia.

Consumismo desenfreado ameaça qualidade de vida das futuras gerações

Humanidade já consome 25% mais recursos naturais do que a capacidade de renovação da Terra, segundo dados do Instituto Akatu
Priscila Pavoni
Consumir é necessário para a sobrevivência, mas o consumo exagerado e irresponsável que se vê adotar como hábito desde a Revolução Industrial é, sem dúvida, uma escolha que traz desequilíbrios ao meio ambiente colocando em risco a vida do planeta nas próximas décadas. Estudo divulgado no relatório Estado do Mundo 2004 do Worldwatch Institute, afirma que “altos níveis de obesidade e dívidas pessoais, menos tempo livre e meio ambiente danificado são sinais de que o consumo excessivo está diminuindo a qualidade de vida de muitas pessoas”.
O Instituto Akatu, organização não-governamental que informa e sensibiliza cidadãos para o consumo consciente, afirma que “se toda a população do mundo consumisse como os norte-americanos e europeus, precisaríamos hoje, de quatro planetas Terra”.
Além disso, revela que “a humanidade já consome 25% mais recursos naturais do que a capacidade de renovação da Terra”.Parte dessa responsabilidade pelo consumo desenfreado é atribuída pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) na publicação Consumo Sustentável: manual de educação, à globalização e ao incentivo da publicidade através da mídia. Segundo o manual, o consumismo não existiria sem a publicidade, ferramenta fundamental para influenciar padrões de consumo.
O resultado desse processo acaba refletindo diretamente na qualidade de vida das pessoas, que por muitas vezes adquirem produtos que não necessitam, acabam descartando-os, produzindo mais lixo e são obrigadas a ocupar o tempo disponível com atividades que lhes proporcione mais dinheiro para satisfazerem as necessidades que acreditam ter.
O publicitário Milton Pimentel defende a idéia de que a publicidade tem que exercer sua função de garantir as vendas de seus clientes. “O papel da publicidade é incentivar o consumo. Não há outra maneira de aumentar as vendas de um produto ou serviço”, destaca.
É visível a urgência da conscientização de todos sobre o consumo racional. Na hora de ir às compras evitar o ato de consumo impulsivo e optar por produtos produzidos por empresas comprometidas com o meio ambiente, sem se esquecer de não utilizar embalagens plásticas, já é um bom começo para tornar-se um cidadão responsável no cotidiano. Adquirir o hábito de separar o lixo para a reciclagem, economizar energia e aproveitar ao máximo os alimentos são medidas sustentáveis importantes para garantir a saúde do planeta.
Os sinais de mudança surgem aos poucos, mas já nos proporcionam certo alívio. Segundo pesquisa realizada pela agência de publicidade McCann-Erickson, conhecida como Pulse, para o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, os símbolos materiais associados a sucesso (carros, roupas, eletrônicos e etc..), utilizados comumente nas campanhas publicitárias, estão abrindo espaço para os símbolos imateriais como ter controle sobre a vida, ter um bom relacionamento familiar e um estilo de vida simples.
Outro exemplo bastante significativo de conscientização está sendo praticado pela Unicamp. O Trote da Cidadania pelo Consumo Consciente é um projeto desenvolvido em parceria com o Akatu. Os alunos organizam-se na disseminação das práticas do consumo consciente há quatro anos na universidade. No início do ano passado a comissão do trote distribuiu 8 mil canecas aos alunos recém-chegados para estimular seu uso em lugar dos copinhos descartáveis. O projeto concorreu com outras 200 faculdades e ganhou o prêmio Trote da Cidadania 2007, promovido pela Fundação Educar DPaschoal.
A responsabilidade empresarial começa a ser fator decisivo de compra para os consumidores e o dever é continuar contribuindo com projetos e ações práticas que demonstrem a importância do consumo consciente às pessoas. Sustentabilidade é mais do que conservação ambiental, é a vida das próximas gerações nas mãos da sociedade de hoje.

Má alimentação é o principal fator de doenças entre os jovens

"Estatísticas do Ministério da Saúde mostram que os jovens alimentam-se de maneira errada", afirma nutrologista
Priscila Pavoni

O estilo de vida das pessoas na sociedade moderna não é mais aquele em que há tempo disponível para todas as obrigações. As cobranças de hoje, resultantes das várias tarefas que o mercado de trabalho atribui às pessoas e da necessidade de se atualizar constantemente nos estudos, em busca de estabilidade e qualidade de vida, muitas vezes acaba tendo o efeito contrário: atender a essas exigências impõe rotinas difíceis de serem cumpridas e, tiram a atenção de fatores importantes para a saúde do corpo e da mente.Manter hábitos alimentares saudáveis é um grande desafio em meio ao estresse diário, mas essa é a única forma de garantir que todo esse esforço um dia poderá ser aproveitado plenamente. Esquecer de almoçar, deixar o lanche para depois ou dar preferência a produtos industrializados aos naturais, no intervalo da faculdade, pode ser o estopim para futuras complicações. Hipertensão, obesidade, colesterol alto, diabetes e gastrite estão na lista das doenças que mais atingem os jovens que têm uma vida agitada e não prestam atenção no que andam comendo.A mudança de hábitos não é fácil, reeducar-se em meio a correria pode parecer impossível, mas o esforço vale a pena. Definir e manter horários fixos para as refeições e adequá-las a uma dieta leve e saudável já é um começo para garantir o bom funcionamento do organismo e conseqüentemente mais energia para o dia-a-dia.

Conseqüências do descuido

Muitos são os exemplos de jovens que não se importam em se prevenir de complicações causadas pela falta de nutrientes e pelo excesso de substâncias malignas no organismo. Apesar da cantina da faculdade oferecer opções saudáveis, como sucos naturais, frutas, vitaminas e barras de cereais, a gerente administrativa, Nancy da Graça Magazona revela que a procura por salgados, pães e refrigerantes continua alta. “Algumas pessoas optam pelos sanduíches naturais e sucos, mas são poucos. A maioria ainda é adepta dos produtos industrializados e calóricos”, afirma.A estudante do curso de Publicidade e Propaganda, Natalia Lippi, de 22 anos, trabalha o dia todo e não resiste à tentação de comer um lanche bem recheado no intervalo das aulas. “Adoro pães, hambúrgueres e fast-food. Gostaria de mudar meus hábitos, mas não consigo comer frutas e verduras”, conta.O professor nutrologista da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, José Ernesto dos Santos, considera a boa alimentação um fator decisivo na prevenção de doenças futuras. “Estatísticas do Ministério da Saúde, mostram que os jovens alimentam-se de maneira cada vez mais errada. Desse modo é possível prever que a incidência de diversas doenças, como hipertensão, diabetes, colesterol alto e gastrites tende a aumentar”, declara. O nutrologista ainda revela que o descaso com a alimentação, aliado ao uso de cigarros e bebidas em excesso, é um perigo para o coração. “A mistura de bebidas alcoólicas com o cigarro, a inatividade física e maus hábitos alimentares é um coquetel perfeito para aumentar os riscos de infarto”, completa.

A virada

Optar por frutas, verduras, fibras e grelhados ao invés de alimentos industrializados e pouco nutritivos é a única forma de garantir uma vida saudável. A estudante de ciências contábeis, Paola , 22 anos, sentiu rapidamente os efeitos da seleção errada dos alimentos que colocava no prato e decidiu reeducar-se. “Minha alimentação era toda desregrada, comia salgados, frituras e abusava do refrigerante. Com isso, desenvolvi uma gastrite nervosa e tive que mudar meus hábitos. O primeiro passo foi aprender a gostar de saladas variadas e esquecer os lanches de uma vez”, conta.A nutricionista Vivian H. Amin revela que a reeducação alimentar é um processo que requer muita disciplina e vontade. Segundo ela, alguns cuidados são importantes para concretizar a mudança. “É preciso evitar o jejum prolongado, respeitar o horário das refeições e comer devagar. O segredo maior é diversificar. Todos os grupos alimentares devem ser incluídos no cardápio, só assim o organismo encontrará seu equilíbrio”, afirma Vivian.