quarta-feira, 29 de abril de 2009

O fim dos livros, ou finalmente o digno começo?



A internet é mesmo uma ameaça aos livros? Ou seria uma forma de eternizá-los interrompendo a triste trajetória a que estão destinados - de serem escritos, publicados, lidos, esquecidos nas prateleiras e arruinados pelas traças? Ao meu ver, a internet possibilita uma saída mais que louvável para que os livros superem as barreiras físicas de acesso ao serem publicados virtualmente. O esquecimento e consequente destruição a que todo objeto material está destinado serão superados. A internet servirá aos livros como instrumento de divulgação que confere dignidade às obras de todas as áreas do conhecimento, extinguindo definitivamente as perdas incalculáveis e lastimáveis do saber humano, como pudemos observar tantas vezes em nossa história, a exemplo do incêndio na biblioteca de Alexandria e tantos outros incidentes memoráveis.
Os livros com certeza, desta forma, não acabarão. Serão publicados por muito tempo ainda de maneira a serem manuseados e transportados em bolsas, malas e caixas, porém, com o passar do tempo, seguirão os rumos da preservação ao meio ambiente (pensando não somente no uso do papel, mas também em seu descarte), da lógica que nos faz constatar que o virtual supera definitivamente a vida útil de qualquer publicação material e fundamentalmente, do direito de acesso ao saber pertencente a todos os cidadãos, estejam onde estiverem.
Sim, novas formas de produção, divulgação e utilização chegarão aos livros. Assim como tudo que existe no mundo passa por constantes modificações, não será diferente com nossos inestimáveis companheiros de aprendizado. A internet abriu um novo mundo aos olhos da humanidade e abre, sem dúvida, novas perspectivas e ideais para os futuros escritores e leitores. As expectativas são as melhores possíveis.
É certo que muito há de ser definido e adequado em questões relacionadas a direitos autorais e organização, mas a evolução trará as soluções necessárias. De nossa parte, cabe acompanhar, sugerir e incentivar os avanços que prezem pela devida divulgação do conhecimento, atualmente tão defasada. Que venha sim o fim dos livros esquecidos e empoeirados nas prateleiras e que esta inovação represente o começo de uma etapa que assegure às páginas valiosas, conservação, divulgação e reconhecimento dignos de seu conteúdo e importância.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Consumo Consciente: responsabilidade de todos nós


Para dar início às nossas discussões sobre meio ambiente, escolhi um tema ligado diretamente ao que a maioria das pessoas adora fazer: consumir. Já que nossa sociedade capitalista nos inspira com suas campanhas e apelos a ir às compras com bastante frequência, que pelo menos façamos isso com mais responsabilidade e consciência.
O Instituto Akatu (www.akatu.org.br) é um dos grandes responsáveis por conscientizar o cidadão brasileiro sobre a importância de seu papel como consumidor para viabilizar a sustentabilidade do planeta. Ele surgiu em 2000, quando o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social (SRE) percebeu que as empresas somente colocariam em prática ações de responsabilidade social se seus consumidores valorizassem tais iniciativas na hora de optar pelos produtos e serviços que utilizam. Hoje, o instituto desenvolve um trabalho admirável, divulgando informações e incentivando práticas e projetos através de parcerias, sempre no intuito de fazer do consumo responsável um hábito para os brasileiros.
Segundo o Akatu, o consumo não acontece somente na hora da compra. Na verdade, o ato de consumir envolve seis etapas, normalmente realizadas de forma automática e muitas vezes até impulsiva. Antes de comprar temos que decidir o que consumir, como consumir, por que consumir e de quem consumir. Após a compra, ainda é necessário decidir como utilizar o que foi adquirido e como descartar.
Todas essas etapas são discutidas e trabalhadas pelo Instituto Akatu junto à população de forma a demonstrar a importância de realizá-las de forma racional e não impulsiva, pensando sempre se a compra é realmente necessária e se não representa uma agressão ao meio ambiente em alguma das etapas que envolvem o consumo. Sem dúvida, um grande desafio para todos nós, consumidores ativos, que pouco pensamos antes de comprar, utilizar e descartar qualquer objeto.
O consumismo com toda certeza será tema de muitos posts daqui para frente, mas neste já ficam quatro dicas muito interessantes do Instituto Akatu para quem deseja se conscientizar, exercer seu papel de cidadão e colocar em prática o consumo responsável:

Evite mercadorias com muitas embalagens
Evite comprar produtos “superembalados” e, sempre que possível, prefira os bens não-embalados (como, por exemplo, alimentos frescos). Embalagens do tipo “caixinha-dentro-de-um-saquinho-dentro-da-sacola-dentro-do-sacolão” geram uma quantidade enorme de lixo.
Procure comprar produtos em embalagens que tragam quantidades adequadas para sua família. Por exemplo: se a sua família é grande, compre as bebidas nas embalagens maiores; se for pequena, evite as embalagens grandes e, conseqüentemente, o desperdício.

Leve sua própria sacola ao fazer compras
Se puder, leve sua própria sacola ao fazer as compras. Assim você deixará de usar (e posteriormente descartar) vários sacos plásticos. Se não for possível, procure encher bem os saquinhos para reduzir a quantidade deles que você leva para casa e que irão parar no lixo.
Esse tipo de saco, que em São Paulo corresponde a 40% das embalagens jogadas no lixo, demora 450 anos para se decompor e ocupa de 15% a 20% do volume de um lixão, embora corresponda a apenas de 4% a 7% de sua massa. Portanto, seu uso deve ser evitado.

Compre somente o necessário
O primeiro passo para combater o excesso de lixo é combater o excesso de luxo. Evite fazer compras por impulso e não consuma além de suas possibilidades, para não desperdiçar (e não se endividar). Planeje bem antes de ir ao mercado e evite comprar grandes volumes para estoque. Quanto menos você comprar, menos vai jogar fora.

Evite o desperdício de alimentos
Ao preparar a comida, evite o desperdício: talos, folhas, sementes e cascas têm grande valor nutritivo e possibilitam variações no cardápio. Experimente receitas que aproveitem os alimentos ao máximo.
Além de formar lixo, desperdiçar comida significa também desperdiçar água (cerca de 70% da água disponível é usada na irrigação da lavoura) e poluir a atmosfera (cientistas estão ligando a atividade agrícola ao aquecimento global).
Se for jogar comida fora, pelo menos separe os alimentos em secos e molhados, para facilitar e incentivar a reciclagem.
Para conservar os alimentos, evite usar papel alumínio ou filme plástico. Prefira produtos duráveis como potes de plástico com vedação, tipo “Tupperware”.