sexta-feira, 26 de junho de 2009

Jornalismo Ambiental: iniciativas que informam, conscientizam e educam para o futuro



Aquecimento global, desmatamento, reciclagem, consumismo, saneamento básico e utilização adequada dos recursos naturais são alguns dos temas que têm ganhado destaque em matérias, reportagens, artigos e programas de rádio e televisão veiculados pela mídia nacional e local. A necessidade crescente de promover discussões e reflexões sobre o Meio Ambiente, já que pesquisas e estudos demonstram que o planeta caminha para um futuro nada promissor para as próximas gerações devido à falta de preservação, traz mais uma responsabilidade de extrema importância para o jornalismo formador de opinião pública que tem como principais funções proporcionar à população informação de qualidade e desempenhar papel primordial no desenvolvimento da sociedade em que atua.
Ao abordar assuntos referentes ao Meio Ambiente, o jornalismo colabora para a conscientização constante do público sobre seus hábitos e atitudes diante da necessidade de poluir menos, preservar mais e consequentemente garantir que o planeta não seja condenado a perder seu potencial de vida. A importância da sustentabilidade começa a entrar nas casas dos brasileiros e figurar no cenário econômico como fator considerável na participação dos investimentos das empresas e indústrias, que agora precisam atender um público cada vez mais informado e exigente quanto aos produtos e serviços consumidos.
Em Ribeirão Preto o jornalismo ambiental dá seus primeiros passos rumo à conscientização da comunidade. As iniciativas começam a surgir, mas muito ainda pode ser feito para melhor informar sobre o assunto na cidade e também na região. Podemos citar como exemplo, o sucesso do investimento da EPTV na produção do programa e da revista Terra da Gente, que abrange diversas cidades do Brasil e destaca-se em Ribeirão Preto como referência quando o tema é difusão dos conhecimentos sobre preservação da fauna e da flora.
Também figura como importante canal de comunicação ambiental, o programa Caminhos da Roça, que abrange o interior de São Paulo e o Sul de Minas Gerais e dispõe de jornalistas especializados para tratar de investimentos e novas tecnologias que visam o desenvolvimento sustentável do país na agricultura e pecuária, além de abordar a agroecologia, difundindo métodos de produção que não agridem o Meio Ambiente e protegem as reservas de água.
Outra iniciativa importante para a cidade parte da USP de Ribeirão Preto, onde é produzido o programa de rádio Ambiente é o Meio, focado em discutir temas cotidianos com a população de maneira a praticar a educação ambiental, atingindo todas as faixas etárias e níveis de conhecimento através de uma linguagem simples e direta. Queimadas urbanas, alimentação saudável, energia, combustíveis, lixo e uso racional da água são debatidos por ambientalistas, educadores e jornalistas que buscam levar informações relevantes à sociedade que as colocará em prática.
A quantidade de empresas e cidadãos que praticam a responsabilidade social desenvolvendo ações que priorizam a qualidade de vida e a sustentabilidade tem crescido substancialmente, porém sempre haverá espaço para aprimorar a qualidade e a quantidade das informações que chegam até os empresários e a população em geral com a função de conscientizar sobre a importância das ações em prol do Meio Ambiente.
Os veículos de comunicação tem a missão contínua de desenvolver um trabalho aprofundado e constante na mídia local, proporcionando aos diversos temas ambientais merecido destaque, colocando-os em posição de editoria fixa nos jornais e informativos impressos e eletrônicos, em quadros e reportagens estruturados nos programas de tv e nos debates maciços das emissoras de rádio. Informar sobre Meio Ambiente é dever social do jornalismo de qualidade e aprimorar essa prática é função dos cursos de graduação, pois somente desta forma poderemos num futuro próximo, apreciar uma abordagem mais séria, aprofundada e intensa sobre um assunto que merece freqüente destaque na mídia.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Sensacionalismo persiste no Jornalismo Online

A internet proporcionou uma grande evolução na maneira como as notícias são divulgadas, conferindo maior agilidade, atualização constante e acesso rápido, exatamente à um clique do computador mais próximo.
Modificações bem-vindas à adaptação da estrutura do texto para o meio virtual, como uma escrita mais objetiva, concisa e direta, diferenciada daquela habitual destinada à publicação em um jornal ou revista, vieram acompanhadas de uma abertura para a disseminação de um "vírus" nada agradável do jornalismo: o sensacionalismo, tão praticado por diversos meios de comunicação e que não contribui definitivamente para a produção de um jornalismo de qualidade e, muitas vezes, engana o leitor, que é surpreendido positivamente ou negativamente pela manchete de uma notícia e ao ler o texto percebe que a manchete foi falsa ou tendenciosa, com intenção de causar uma impressão errônea no leitor.
Ainda pior se torna o sensacionalismo quando ele passa a figurar não somente na manchete de uma notícia, mas também no desenvolvimento da notícia. Situações que não existiram, palavras que não foram ditas, tempo que não corresponde à realidade dos acontecimentos mascaram o assunto de modo a torná-lo mais interessante, chamativo, inacreditável e consequentemente mais lucrativo. A verdadeira derrocada e total extirpação do jornalismo digno que aprendemos a desenvolver e a apreciar e que pouco temos visto nos meios de comunicação, com destaque para os eletrônicos, que parecem eximir os veículos de qualquer responsabilidade, graças à rapidez com que as informações podem ser colocadas e retiradas de sites, portais e blogs.
O Jornalismo deve e precisa ser mais correto e imparcial, exterminando de vez com esse mal que perdura graças a falta de profissionalismo dos veículos de comunicação. Não pode ser normal e aceitável que os sites e portais lucrem a cada clique enganado dos internautas, pois a decepção perante uma notícia mal formulada é sempre grande. Nós, leitores e jornalistas somos os primeiros responsáveis por mudar essa realidade, incentivando as pessoas a manifestarem sua indignação junto aos veículos cada vez que se sentirem lesados pelo sensacionalismo descarado.
Podemos mudar essa prática, demonstrando indignação e uma das maneiras mais simples para se fazer isso, sem dúvida, é postando nossos comentários naquele espaço reservado sempre abaixo das notícias publicadas. Outros leitores, com toda certeza perceberão que não foram os únicos a terem sua inteligência subestimada e os escritores que tiveram a coragem de redigir e publicar a notícia, notarão que não é a melhor escolha optar pelo caminho do sensacionalismo.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O fim dos livros, ou finalmente o digno começo?



A internet é mesmo uma ameaça aos livros? Ou seria uma forma de eternizá-los interrompendo a triste trajetória a que estão destinados - de serem escritos, publicados, lidos, esquecidos nas prateleiras e arruinados pelas traças? Ao meu ver, a internet possibilita uma saída mais que louvável para que os livros superem as barreiras físicas de acesso ao serem publicados virtualmente. O esquecimento e consequente destruição a que todo objeto material está destinado serão superados. A internet servirá aos livros como instrumento de divulgação que confere dignidade às obras de todas as áreas do conhecimento, extinguindo definitivamente as perdas incalculáveis e lastimáveis do saber humano, como pudemos observar tantas vezes em nossa história, a exemplo do incêndio na biblioteca de Alexandria e tantos outros incidentes memoráveis.
Os livros com certeza, desta forma, não acabarão. Serão publicados por muito tempo ainda de maneira a serem manuseados e transportados em bolsas, malas e caixas, porém, com o passar do tempo, seguirão os rumos da preservação ao meio ambiente (pensando não somente no uso do papel, mas também em seu descarte), da lógica que nos faz constatar que o virtual supera definitivamente a vida útil de qualquer publicação material e fundamentalmente, do direito de acesso ao saber pertencente a todos os cidadãos, estejam onde estiverem.
Sim, novas formas de produção, divulgação e utilização chegarão aos livros. Assim como tudo que existe no mundo passa por constantes modificações, não será diferente com nossos inestimáveis companheiros de aprendizado. A internet abriu um novo mundo aos olhos da humanidade e abre, sem dúvida, novas perspectivas e ideais para os futuros escritores e leitores. As expectativas são as melhores possíveis.
É certo que muito há de ser definido e adequado em questões relacionadas a direitos autorais e organização, mas a evolução trará as soluções necessárias. De nossa parte, cabe acompanhar, sugerir e incentivar os avanços que prezem pela devida divulgação do conhecimento, atualmente tão defasada. Que venha sim o fim dos livros esquecidos e empoeirados nas prateleiras e que esta inovação represente o começo de uma etapa que assegure às páginas valiosas, conservação, divulgação e reconhecimento dignos de seu conteúdo e importância.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Consumo Consciente: responsabilidade de todos nós


Para dar início às nossas discussões sobre meio ambiente, escolhi um tema ligado diretamente ao que a maioria das pessoas adora fazer: consumir. Já que nossa sociedade capitalista nos inspira com suas campanhas e apelos a ir às compras com bastante frequência, que pelo menos façamos isso com mais responsabilidade e consciência.
O Instituto Akatu (www.akatu.org.br) é um dos grandes responsáveis por conscientizar o cidadão brasileiro sobre a importância de seu papel como consumidor para viabilizar a sustentabilidade do planeta. Ele surgiu em 2000, quando o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social (SRE) percebeu que as empresas somente colocariam em prática ações de responsabilidade social se seus consumidores valorizassem tais iniciativas na hora de optar pelos produtos e serviços que utilizam. Hoje, o instituto desenvolve um trabalho admirável, divulgando informações e incentivando práticas e projetos através de parcerias, sempre no intuito de fazer do consumo responsável um hábito para os brasileiros.
Segundo o Akatu, o consumo não acontece somente na hora da compra. Na verdade, o ato de consumir envolve seis etapas, normalmente realizadas de forma automática e muitas vezes até impulsiva. Antes de comprar temos que decidir o que consumir, como consumir, por que consumir e de quem consumir. Após a compra, ainda é necessário decidir como utilizar o que foi adquirido e como descartar.
Todas essas etapas são discutidas e trabalhadas pelo Instituto Akatu junto à população de forma a demonstrar a importância de realizá-las de forma racional e não impulsiva, pensando sempre se a compra é realmente necessária e se não representa uma agressão ao meio ambiente em alguma das etapas que envolvem o consumo. Sem dúvida, um grande desafio para todos nós, consumidores ativos, que pouco pensamos antes de comprar, utilizar e descartar qualquer objeto.
O consumismo com toda certeza será tema de muitos posts daqui para frente, mas neste já ficam quatro dicas muito interessantes do Instituto Akatu para quem deseja se conscientizar, exercer seu papel de cidadão e colocar em prática o consumo responsável:

Evite mercadorias com muitas embalagens
Evite comprar produtos “superembalados” e, sempre que possível, prefira os bens não-embalados (como, por exemplo, alimentos frescos). Embalagens do tipo “caixinha-dentro-de-um-saquinho-dentro-da-sacola-dentro-do-sacolão” geram uma quantidade enorme de lixo.
Procure comprar produtos em embalagens que tragam quantidades adequadas para sua família. Por exemplo: se a sua família é grande, compre as bebidas nas embalagens maiores; se for pequena, evite as embalagens grandes e, conseqüentemente, o desperdício.

Leve sua própria sacola ao fazer compras
Se puder, leve sua própria sacola ao fazer as compras. Assim você deixará de usar (e posteriormente descartar) vários sacos plásticos. Se não for possível, procure encher bem os saquinhos para reduzir a quantidade deles que você leva para casa e que irão parar no lixo.
Esse tipo de saco, que em São Paulo corresponde a 40% das embalagens jogadas no lixo, demora 450 anos para se decompor e ocupa de 15% a 20% do volume de um lixão, embora corresponda a apenas de 4% a 7% de sua massa. Portanto, seu uso deve ser evitado.

Compre somente o necessário
O primeiro passo para combater o excesso de lixo é combater o excesso de luxo. Evite fazer compras por impulso e não consuma além de suas possibilidades, para não desperdiçar (e não se endividar). Planeje bem antes de ir ao mercado e evite comprar grandes volumes para estoque. Quanto menos você comprar, menos vai jogar fora.

Evite o desperdício de alimentos
Ao preparar a comida, evite o desperdício: talos, folhas, sementes e cascas têm grande valor nutritivo e possibilitam variações no cardápio. Experimente receitas que aproveitem os alimentos ao máximo.
Além de formar lixo, desperdiçar comida significa também desperdiçar água (cerca de 70% da água disponível é usada na irrigação da lavoura) e poluir a atmosfera (cientistas estão ligando a atividade agrícola ao aquecimento global).
Se for jogar comida fora, pelo menos separe os alimentos em secos e molhados, para facilitar e incentivar a reciclagem.
Para conservar os alimentos, evite usar papel alumínio ou filme plástico. Prefira produtos duráveis como potes de plástico com vedação, tipo “Tupperware”.