Priscila Pavoni
Através do vídeo produzido pela emissora Globo, podemos adquirir grandes conhecimentos sobre os recursos utilizados para produzir um jornal televisivo no estilo do JN. Muito foi acrescentado às nossas idéias sobre todo o processo e o esforço pela realização de um jornal diário deve ser reconhecido assim como o mérito pertencente à toda a equipe e não somente aos poucos profissionais que podemos conhecer pela televisão todos os dias.
É fato que há muito de profissionalismo e dedicação, mas também é fato que muito existe em contradições, teorias infundadas e práticas talvez não tão adequadas ao que se prega de um jornalismo isento de parcialidades e conveniências. Obviamente, não poderíamos constatar tais posições adversas e prejudiciais à boa imagem da emissora Globo em um vídeo produzido pela mesma.
Partimos então para a análise de uma crítica escrita pelo professor Laurindo Lalo Leal Filho, enviada à revista Carta Capital e publicada no site Observatório da Imprensa. O texto incisivo, ataca diretamente a postura de Bonner como editor-chefe do JN e explicita ao público alguns contrastes no mínimo intrigantes da conduta de produção, seleção e argumentação do JN em assuntos de extremo interesse da população brasileira.
O professor utiliza seu texto para comentar sua experiência junto aos demais professores de diversas faculdades convidados à assistir uma reunião de pauta rotineira do JN em novembro de 2005. Expõe categoricamente sua perplexidade ao perceber que os assuntos são escolhidos ou descartados sem receberem a atenção devida e muitos dos selecionados sequer apresentam nas reportagens todas as questões envolvidas. Torna-se mais cômodo seguir pelo enfoque que garante a audiência.
O relato causa maior indignação quando Lalo nos conta que algumas informações simplesmente são extintas do jornal sob ordem do editor-chefe que se julga no direito de avaliar a consciência e inteligência dos telespectadores. Assim, determinadas notícias, em sua maior parte de grande importância, não chegam aos cidadãos, pois o JN julga que estes não as entenderiam.
Não fica difícil concluir que talvez não seja muito inteligente de nossa parte confiar em um telejornal baseado em tais princípios. Também não é difícil imaginar a situação constrangedora daqueles professores convidados à observar as decisões de um jornal que deveria trabalhar em conjunto com os educadores no esclarecimento e crescimento intelectual dos brasileiros, mas acaba por fazer o contrário propositadamente.
Em resposta, William Bonner encaminhou texto defendendo seu ponto de vista e citando a importância de manter a clareza nos assuntos tratados no JN. Mas, manter a clareza significa excluir informações importantes do noticiário ? O grande desafio de se fazer jornalismo de qualidade não é justamente conferir clareza aos variados temas de interesse da população, principalmente aos mais complexos ? Deixar mais claro o que já é claro não confere mérito algum a qualquer jornalista e eximir-se da responsabilidade profissional de abordar questões consideradas de difícil entendimento somente desvaloriza a imprensa brasileira.
Bonner finaliza sua resposta ao argumentar que seleciona as informações considerando que os trabalhadores estão cansados ao fim do dia, o que os impede de raciocinar profundamente sobre os temas abordados no jornal. Talvez os cidadãos estejam mesmo cansados, mas de serem subestimados pelo jornalismo infiel, hipócrita e desmotivante da TV Globo.
É fato que há muito de profissionalismo e dedicação, mas também é fato que muito existe em contradições, teorias infundadas e práticas talvez não tão adequadas ao que se prega de um jornalismo isento de parcialidades e conveniências. Obviamente, não poderíamos constatar tais posições adversas e prejudiciais à boa imagem da emissora Globo em um vídeo produzido pela mesma.
Partimos então para a análise de uma crítica escrita pelo professor Laurindo Lalo Leal Filho, enviada à revista Carta Capital e publicada no site Observatório da Imprensa. O texto incisivo, ataca diretamente a postura de Bonner como editor-chefe do JN e explicita ao público alguns contrastes no mínimo intrigantes da conduta de produção, seleção e argumentação do JN em assuntos de extremo interesse da população brasileira.
O professor utiliza seu texto para comentar sua experiência junto aos demais professores de diversas faculdades convidados à assistir uma reunião de pauta rotineira do JN em novembro de 2005. Expõe categoricamente sua perplexidade ao perceber que os assuntos são escolhidos ou descartados sem receberem a atenção devida e muitos dos selecionados sequer apresentam nas reportagens todas as questões envolvidas. Torna-se mais cômodo seguir pelo enfoque que garante a audiência.
O relato causa maior indignação quando Lalo nos conta que algumas informações simplesmente são extintas do jornal sob ordem do editor-chefe que se julga no direito de avaliar a consciência e inteligência dos telespectadores. Assim, determinadas notícias, em sua maior parte de grande importância, não chegam aos cidadãos, pois o JN julga que estes não as entenderiam.
Não fica difícil concluir que talvez não seja muito inteligente de nossa parte confiar em um telejornal baseado em tais princípios. Também não é difícil imaginar a situação constrangedora daqueles professores convidados à observar as decisões de um jornal que deveria trabalhar em conjunto com os educadores no esclarecimento e crescimento intelectual dos brasileiros, mas acaba por fazer o contrário propositadamente.
Em resposta, William Bonner encaminhou texto defendendo seu ponto de vista e citando a importância de manter a clareza nos assuntos tratados no JN. Mas, manter a clareza significa excluir informações importantes do noticiário ? O grande desafio de se fazer jornalismo de qualidade não é justamente conferir clareza aos variados temas de interesse da população, principalmente aos mais complexos ? Deixar mais claro o que já é claro não confere mérito algum a qualquer jornalista e eximir-se da responsabilidade profissional de abordar questões consideradas de difícil entendimento somente desvaloriza a imprensa brasileira.
Bonner finaliza sua resposta ao argumentar que seleciona as informações considerando que os trabalhadores estão cansados ao fim do dia, o que os impede de raciocinar profundamente sobre os temas abordados no jornal. Talvez os cidadãos estejam mesmo cansados, mas de serem subestimados pelo jornalismo infiel, hipócrita e desmotivante da TV Globo.
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